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Historicamente criadas em setembro de 1933, as Casas do Povo constituíram-se como estruturas dotadas de personalidade jurídica, sendo o elemento primário da organização corporativa do trabalho rural, durante o regime corporativista do Estado Novo. Respondiam perante uma estrutura central, designada Junta Central das Casas do Povo, servindo para colaborar no desenvolvimento económico-social e cultural das comunidades locais, bem como para assegurar a representação profissional dos trabalhadores agrícolas. Na vertente desportiva, idênticas funções eram asseguradas por outra entidade, a FNAT (Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho). As Casas do Povo assumiram ainda, durante longos anos, a função de realizar a previdência social de todos os residentes na sua área de atuação.
É já no regime democrático, a partir de 1982, que as Casas do Povo passaram a ter o estatuto jurídico de pessoas coletivas de utilidade pública, de base associativa, tendo por finalidade o desenvolvimento de atividades de caráter social e cultural e a cooperação com o Estado e com as autarquias locais, com vista à resolução de problemas que afetem a população local.
A Casa do Povo de Vila Nova de Anços, com a sua sede na Rua do Outeiro, n.º 15, lugar e freguesia de Vila Nova de Anços, Concelho de Soure, Distrito de Coimbra, foi fundada em 23 de janeiro de 1934, tendo sido uma das primeiras no país. Enquanto Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) foi criada em 1989 e posteriormente oficializada e registada como tal, em 21 de março de 1996.
Mantém como objeto social, fins prioritários e fundamentais, a promoção de ações de solidariedade social, designadamente e entre outras:
Na promoção da sua atividade social, a instituição dá cobertura a todos os lugares da freguesia e freguesias limítrofes, tendo atualmente acordos com a Segurança Social para 52 utentes no SAD e 20 utentes no CD. Do seu quadro de pessoal atual constam cerca de trinta colaboradores, sendo nesta altura também a segunda maior entidade empregadora da freguesia. As instalações são próprias, erigidas em terrenos doados pela família dos Duques de Cadaval e que se estendem por uma área total de 4.262 m2 em que, para além de diversas salas para a atividade social e Centro de Dia, existe ainda um salão de festas e um bar-café, possuindo uma grande esplanada com vista para o rio Arunca e os seus campos.
A ERPI, inaugurada em 6 de outubro de 2025, tem atualmente capacidade para 20 utentes.
mai/2026